Sentir
Lhe disseram uma vez.
Você viu algumas.
Falou nas escolas, conversou com os colegas, discutiu com a professora.
E deve (mesmo sem querer) escutado, diversas vezes, vozes.
Você um dia queria saber qual era aquela sensação, que todos conversavam, de alguns que se gabavam e gozavam do quão era bom.
Enquanto o mundo girava, e as pessoas rodavam as ruas, você pensava, refletia, imaginava.
O que era aquilo? De tão bom assim de ser feito?
Fechar os olhos, relaxar, e deixar-ser algo para alguém, e sentir o seu coração, respiração, sangue e pele.
O quão imaginar tal coisa já é boa! Diziam para você!
E la no fundo, no fundo mesmo, não do peito, mas embaixo de algo pouco visto e muito menos tocado, a mera (deliciosa) e rasteira e um pouquinho traiçoeira; inquietação.
Te tocas a carne, aquela carne tão profundamente menos mexida e vista por qualquer um, que não lhe de aquilo de mais valioso cuidado, honesto e gentil (o tal cara chamado amor).
Como será? Como é? Que curiosidade deliciosamente maliciosa!
Troca-te suor, fluido, agarro, abraço, beijo, aperto, sentimento, sensação, desejo, intimidade, amor de si!
Troca-te gritos, palavras meramente sujas, gemidos, mordidas, cheiros, amor de nós.
''Ah, será tão bom''; diz você com voz lenta e rouca.
''Ah! Não pare!''; diria eu, será?
''Hum...Continue''; Diria isso para mim?
''Eu quero tanto que...Ah!''; Será mesmo tão sensacional?
''Por favor!'' Nunca pare!
''Sim, por obsequio!'' Não deixe de continuar!
''Ah!Ah!Ah!''
Seja o primeiro a; ver, sentir, tocar, observar, tentar-se, enlouquecer, delirar-se, esbanjar-se, mover com força, rasgar com amor, machucar com carinho, rastejar com vontade, dar-me o prazer que tanto dizem por estes milênios, séculos, anos, meses, dias, horas, minutos, segundos e milésimos.
Autorizo apenas você à bagunçar este santuário de corpo.
Chamo apenas o seu nome, em noites solitárias, em sonhos erotizados pelo sub-consciente.
Não sei como parar.
Apenas seja o primeiro e tenha o privilégio de poucos!
Seja meu! Seja meu prazer.
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